Porto de Torres

Porto de Torres

Lara Lutzenberger - Veiculado em ZH em Abril de 2019 • 01/04/2019

Alicerçam-se as primeiras vigas político-empresariais de um porto naval a ser implantado entre Torres e Arroio do Sal.

A paisagem litorânea não deveria ser impactada? A Itapeva ainda preserva charcos floridos por Droseras sp - diminutas estrelas rubis recobertas por gotículas pegajosas para captura de insetos, e dunas costeiras que, com vegetação perfumada, emolduram paredões e esculturas refeitas diariamente pelo vento – incansável e desapegado artista. A Guarita, com seus rochedos, surpreende, não importa a estação. Ambos ambientes, e mesmo o mar, poderiam sofrer danos irreparáveis com o avanço da estrutura urbana e com eventuais acidentes navais! Até mesmo o avanço predial, em seu gigantismo, compromete a discreta imponência desses patrimônios.

O porto alavancaria a economia regional? Mais movimento, mais riqueza para todos? Nos últimos 30 anos a ocupação litorânea luxuosa cresceu vertiginosamente. Mas, calçamentos, praças e orla gritam por melhorias que não chegam por falta de recursos públicos! Diferenças sociais são evidentes. Mampituba e Valão há tempo que perderam sua balneabilidade. O próprio ‘crescimento’ não ampliará tais prejuízos a patamares irreversíveis?

O RS necessita de outro porto para facilitar o escoamento global de suas commodities? O mercado global está com seus dias contados por questões macro políticas e climáticas, que crucificam o transporte com alto consumo de petróleo. A ordem agora é localizar! Quanto ao escoamento, a dificuldade está na ausência de mais portos ou no acesso a eles?

Se queremos propiciar um turismo menos sazonal, cidades bonitas e uma economia local forte e saudável, a investida deveria ser em negócios de gastronomia, cultura, arte, entretenimento e serviços essenciais. E os portos já existentes deveriam passar a contar com uma eficiente rede ferroviária e fluvial que, além de bens de consumo, transporte-nos para outras paragens e resgate o encanto dos portos de outrora.


Lara Lutzenberger
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× Projeto Gaia Village

Projeto Gaia Village

Gaia Village é um projeto de caráter privado com foco em sustentabilidade, que se desenvolve a partir de uma área pristina no município de Garopaba-SC. Ambiciona criar um exemplo de assentamento humano sustentável, um ambiente amigável para a interação entre a espécie humana e o todo — o Sistema Vivo Gaia.

As primeiras formulações para a concepção desse projeto foram feitas pelo professor José Lutzenberger, em 1997. O objetivo é propor, planejar, implementar e demonstrar soluções ambientalmente responsáveis, em direção a um desenvolvimento sustentável.

Consubstanciado fisicamente na propriedade da família Werlang e de sua empresa G.A. Werlang — Gestão e Ambiente Ltda., localizada junto à Praia do Ouvidor, Praia da Barra e Lagoa da Garopaba, no município de Garopaba, sul do estado de Santa Catarina, o projeto se estrutura a partir da concepção de vida pessoal de Carmen e Gastão Avelino Werlang, que já nos anos 60 promoviam ações com vistas à preservação ambiental.

O projeto, com iniciativas em curso em sua sede e junto às diversas comunidades do município de Garopaba, se expande por meio da construção e consolidação de redes e parcerias com indivíduos, comunidades, organizações não governamentais e órgãos do governo.

× Agricultura Regenerativa

Agricultura Regenerativa

A Agricultura Regenerativa consiste em promover a produção de alimentos saudáveis, a criação de ciclos fechados de geração de insumos a partir de resíduos e a aplicação no campo de práticas conservadoras da natureza.

Projeto: "Capacitação de Agricultores Familiares como Promotores da Agricultura Regenerativa no Rio Grande do Sul / 1997 - 1999"

Iniciamos um novo projeto de atuação junto a agricultores familiares do Estado do Rio Grande do Sul com aprovação parcial de orçamento por parte da instituição alemã Heinrich-Böll-Stiftung. Desta vez, selecionamos as propriedades que melhor responderam às nossas expectativas no projeto anterior para o aperfeiçoamento das técnicas de cultivo e, principalmente, para a realização de um treinamento direcionado à formação de alguns agricultores, como promotores da agricultura orgânica, garantindo a continuidade do processo, mesmo sem nosso envolvimento direto.

Concomitantemente, trabalharemos para a consolidação de algumas propriedades como referência em agricultura orgânica, nas quais se verificará o uso exclusivo de métodos regenerativos de cultivo.

Tratam-se de 163 famílias, em torno de 560 pessoas, distribuídas em 12 comunidades diferentes e organizadas em cooperativas ou associações. O grupo inclui agricultores de origem alemã, italiana, indígena, bem como assentamentos do Movimento dos Sem-Terra.

Neste primeiro ano realizamos os primeiros Encontros de Formação de Promotores Agroecológicos, abordando inicialmente conhecimentos agrícolas amplos para a compreensão do processo de produção. Na realização de cada módulo é finalizado com participantes uma apostila que deverá servir de material didático para os futuros promotores. Por demanda dos próprios agricultores, daremos ênfase às questões de oratória e desinibição na próxima fase.